"Uns vêm, outros vão, e o que seria de nós sem esses poucos e bons..."
Dedico este texto a todos os meus verdadeiros amigos.
A cada dia que se passa, essa vida inexplicável que todos nós levamos, me prova que é absolutamente impossível conseguir a própria sobrevivência sem a indispensável presença daqueles que tornam tudo um pouco mais suportável: os amigos.
Sabe-se que muitos de nós medimos o valor e a intensidade de uma amizade pela sua duração, ou seja, se uma pessoa é, há tempos minha amiga, essa amizade realmente goza de um respeitável valor. Concordo, porém, em partes.
É lógico que nesse meu distorcido e ao mesmo tempo nítido caminhar, tenho tido algumas companhias bem antigas sem as quais, com certeza, não estaria aqui a escrever este texto. São amigos e amigas que estão ao meu lado desde os meus primeiros passos nesta corrida pela sobrevivência e evolução.
Algo bastante interessante nisso tudo é o fato de saber que é possível que se tenha novas e/ou recentes companhias que provem por si só terem um valor tamanho que parecem ser das mais antigas e estimadas amizades.
Do mais belo e otimista ponto de vista, vejo isso como "presentes" que Deus vai nos dando ao decorrer de nossas vidas cheias de desilusões, perdas, tristezas, entre outros frutos obscuros absolutamente inevitáveis de se provar durante nossa existência, fazendo assim, com que nos tornemos mais fortes para então conseguirmos suportar tais mazelas.
Costumo sempre lembrar os momentos bíblicos que contam quando Jesus; o filho de Deus, um Homem com fé e poder para realizar todo e qualquer milagre que fosse de sua vontade; naturalmente chorou quando lhe foi noticiada a morte de seu amigo Lázaro, mesmo sabendo que facilmente poderia trazê-lo de volta à vida.
Entendo essa passagem como uma simples prova do quanto um amigo é necessário e essencial em nossas vidas.
Venho atravessando momentos de luzes deturpadas que se movem na minha frente e ao meu redor e, nesse instante em que o tudo e o nada me parecem a mesmas coisa , me está mais que provado que o único recurso que torna qualquer inferno possível de se atravessar é ter a presença de verdadeiros amigos ao meu lado, mais velhos, mais novos, de ambos os sexos, e também os idiotas (quem não tem maravilhosos amigos idiotas?).
Amigos, pra mim, são aqueles que nos dão apelidos, nos fazem rir, nos xingam, nos orientam, nos batem, preenchem vazios que querem nos corroer, se embebedam conosco, nos falam muitas merdas, correm ao nosso lado, nos fazem companhia em um quarto de hospital, muitas vezes nos fazem rever conceitos, choram conosco, nos ajudam a ganhar, nos ajudam a perder, se divertem com nossas cagadas e nos proporcionam a mesma diversão com a suas, enfim, nos ajudam a construir os momentos em que, às vezes até involuntariamente, paramos e pensamos "isso aqui vale a pena".
Esteja eu um dia com absolutamente todos os meus sonhos realizados, todos os meus objetivos cumpridos, todas as minhas metas conquistadas (falo isso em sentido figurado, pois estas são coisas completamente utópicas) e pergunte-me qual é o maior tesouro de minha posse, e eu sem pensar te responderei: todos os meus amigos.
Não há sonho realizado, meta alcançada ou objetivo conquistado que tenha o menor valor se não puder ser comemorado e vivido na companhia daqueles que te auxiliaram e ajudaram a tornar possível tudo o que você é, vive e sente.
Resumindo de forma simples: sem os amigos, esse presente de valor inumerável que Deus nos concede, jamais sobreviveríamos, tenho certeza disso.
Tentei aqui expressar um pouco a gigantesca importância que jamais deixei de imputar a todas as minhas verdadeiras amizades, mas posso afirmar que infelizmente não consegui nem ao menos me aproximar de algo que o precisamente descrevesse.
Adorei o texto.
ResponderExcluir"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" (Vinicius de Moraes)